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Caças: empresas estrangeiras garantem transferência de tecnologia
Do Boletim da Liderança do PT na Câmara dos Deputados
Diretores das três empresas finalistas da concorrência internacional aberta para a venda de caças supersônicos ao Brasil asseguraram ontem, na Câmara, que as companhias estão dispostas a transferir toda a tecnologia necessária juntamente com a venda dos aviões. O Brasil pretende comprar 36 caças supersônicos para a Força Aérea Brasileira (FAB), num custo estimado em R$ 4 bilhões.
Concorrem na licitação o caça norte-americano Super Hornet, o Gripen, da sueca Saab, e o Rafale, da francesa Dassault. O diretor da empresa francesa Dassault International do Brasil Ltda, Jean-Marc Merialdo, o diretor da sueca Saab no Brasil, Bengt Janér e o vice-presidente da norte-americana Boeing, Robert Gower, afirmaram que “há garantias da transferência de 100% da tecnologia”.
Segundo o diretor da Saab no Brasil, Bengt Janér, além da transferência de tecnologia, as aeronaves que serão compradas pelo governo brasileiro serão produzidas inteiramente no País. A Boeing também prometeu transferir tecnologia para manutenção dos Super Hornet e montar os aviões no Brasil. As peças das aeronaves serão importadas.
Na avaliação do deputado Fernando Ferro (PT-PE), a reunião evidenciou o interesse das empresas, mas também deixou claro que é importante o Brasil fazer um esforço de capacitação tecnológica para acompanhar o processo tecnológico dos caças. “O País tem de qualificar seu corpo técnico e científico para ter condições e capacidade de receber a tecnologia transferida. Precisamos ter qualificação de recursos humanos e condições de receber e aproveitar essa tecnologia”, disse.