Boletim Informativo
O Parlamentar
Nosso Estado
Fotos-
Links
Últimos comentários
- Ana Quaiato em PT escolhe novo líder na terça; Paulo Teixeira destaca trabalho da Bancada
- Alex em Pinheirinho: Alckmim só se “preocupou” com o social após despejo de moradores
- Waldemar Simões Juni em Nota em repúdio ao artigo de Aloysio Nunes
- ANDRE ALMEIDA em Nota em repúdio ao artigo de Aloysio Nunes
- Alex em Os Filhos do Pinheirinho
Nuvem de tags
Saúde paulo teixeira Eleições 2010 clipping Lula Direitos Humanos economia zona leste Meio Ambiente Internet Educação governo dilma Governo Lula Redução de Danos Dilma Rousseff Cidadania drogas Câmara dos Deputados Código Florestal Descriminalização das Drogas reforma política PT São Paulo pt enchentes Campanha 2010 Habitação legislativo debate DilmaArquivo



















Empulhação tucana
Elio Gaspari, coluna publicada nos jornais O Globo e Folha de S.Paulo
São Paulo atravessou um dilúvio, redes de esgoto invadiram galerias pluviais, centenas de pessoas perderam o que tinham, e o governador José Serra descobriu que parte do problema está na imprensa:
“Outro dia inaugurei um piscinão com 500 metros cúbicos, o segundo maior piscinão do Brasil. A imprensa não deu a menor bola. Porque dá-se bola para o problema, mas para a solução, não”.
Que solução?
Em 2006 o tucanato paulista anunciou que reduzira de 50% para 1% o risco de enchente nas margens do Rio Tietê. Os meios de comunicação, felizes, registraram a proeza e caíram na maldição atribuída ao general Orlando Geisel (1905-1979): “A imprensa desinforma, deseduca e ofende o vernáculo”.
Diante de um repique na taxa de homicídios no estado (4.771 mortos em 2009 contra 4.426 em 2008), Serra atribuiu os números, “basicamente” à “crise econômica e ao desemprego”.
É a velha lenda: crise provoca crime. Se fosse assim, como explicar que a taxa de homicídios caiu 10,4% na Grande São Paulo?
Mais: o epicentro do terremoto financeiro ficou em Nova York. Lá o desemprego chegou a 10,3%, o maior em 16 anos, mas os homicídios foram 466, com uma queda de 10% em relação ao ano anterior, o melhor resultado desde 1963.