Obras não eliminam risco de deslizamentos em SP

Da Agencia Estado

As obras que deveriam atenuar o risco de deslizamentos em encostas na capital paulista não estão surtindo o efeito esperado. Áreas de risco mapeadas há sete anos – que receberam intervenções da Prefeitura – têm enfrentado os mesmos problemas de antes, principalmente escorregamentos de terra. Algumas explicações estão indicadas em pelo menos 25 ações civis públicas propostas desde 2004 pela Promotoria de Habitação e Urbanismo, nas quais o governo é acusado de não realizar obras estabelecidas por Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) ou de executar projetos ineficazes.

Desde o mês passado, geólogos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), contratados pela administração Gilberto Kassab para refazer o mapeamento de áreas de risco, têm percorrido bairros e favelas inspecionados pela última vez em 2003. Com essa nova relação, o Ministério Público Estadual (MPE) pretende acionar judicialmente o Município, alegando que a Prefeitura não solucionou os problemas em encostas, além de negligenciar a vida dos moradores e não fazer obras definidas por TACs. E quando de fato as concluiu, se mostraram muitas vezes ineficazes.

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo esteve na semana passada em uma das áreas consideradas de risco pelo levantamento de 2003 e revisitadas nos últimos dias pelo IPT. A colocação de concreto com perfurações sobre o solo, chamado pelos moradores de “muro” e apontada como uma das soluções para evitar os deslizamentos no Parque Europa, em M?Boi Mirim, na zona sul, foi de fato realizada. A Prefeitura também removeu dezenas de famílias que viviam entre as Avenidas Itália e Hamilton, trecho mais problemático.

As medidas, no entanto, têm se mostrado insuficientes. Mesmo com a obra, que protege parte do barranco, os escorregamentos continuam. O concreto apresenta hoje algumas rachaduras. Mas o principal problema é que foram colocados canos para escoar a água, que atravessam o outro lado do morro. Os tubos terminam em uma caixa-reservatório, que, segundo os moradores, transborda e deixa a terra úmida, provocando deslizamentos. Um desses deixou uma árvore de porte com a raiz exposta e ameaçando tombar sobre casas.

Leia a reportagem completa – http://www.estadao.com.br/noticias/geral,obras-nao-eliminam-risco-de-deslizamentos-em-sp,507957,0.htm

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