Conforme já divulgamos aqui no blog, faremos hoje (18) um importante debate para discutir “Drogas e Redução de Danos”. Vamos nos reunir a partir das 19h lá no meu escritório político — Av. São João, 126.
Mas a novidade, desta vez, está no alcance de nossa ação. O debate será transmitido ao vivo aqui pelo blog e pelo twitcam, de modo que será possível assistir às atividades e comentar sobre elas no Twitter.
A você que tem questões ou observações sobre o assunto, peço que as envie aqui pelo blog em forma de comentário. Antes de iniciarmos o evento, leremos algumas delas para dar início ao debate. No twitter vamos utilizar a hashtag #RedDanos
Participe!





















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Um desafio importante nessa discussão é, conseguir esclarecer as pessoas de que as políticas de redução de danos, permissão do auto-cultivo e tolerância de posse de uma quantidade de maconha (ou qq outra droga) para uso pessoal, não é algo para facilitar a vida do usuário “apenas”, mas algo que TODOS têm a ganhar. Quando discuto a questão com as pessoas, muita gente tem uma postura do tipo, “isso não é comigo, eu não uso maconha”.
Outra reação que também têm é lembrarem de todas as desgraças que lemos nos jornais e acharem que tínhamos que nos concentrar nesses problemas e não em “liberar” as drogas, sem perceberem que essas ações visam justamente atacar essas “desgraças”, e que a proposta não é um “libera geral” como imaginam.
Quem ganha com a mudança de foco da política para a redução de danos:
. Ganha o usuário sim, porque não teria de se envolver mais com o traficante, nem ser tratado como criminoso pela polícia; mas…
. Ganha a sociedade com a redução da violência causada pela estratégia atual de combate;
. Ganham os pais de viciados, pois seus filhos terão menos medo de procurar ajuda médica;
. Ganham as instituições com o fim da graninha que os usuários usam para molhar a mão do policial e não serem fichados;
. Ganhamos todos com a redução da grana que os traficantes ganham.
Enfim, ganhamos todos nós, cidadãos de bem.
Muita gente confunde também o que tem se proposto, descriminalizar a posse de maconha, e talvez o autocultivo, com um “libera geral”, o que não é verdade. É preciso deixar clara a diferença de não criminalizar o usuário (que tem o direito de fazer o que quiser com o próprio corpo), com uma liberação indiscriminada e com fim do combate ao tráfico.
A troca de política para redução de danos, precisa vir acompanhada de:
. Campanhas sérias de esclarecimento sobre os reais efeitos das drogas (e parar de mentir que toda droga mata);
. De melhorias no sistema de saúde (não só infra, mas também de capacitação dos profissionais); e
. Incentivo a pesquisas sérias sobre os efeitos das substâncias e melhores tratamentos para esses efeitos. Por exemplo a criação da agência de pesquisa sobre uso medicinal da cannabis, JÁ RECOMENDADA PELA ONU.
A estratégia de combate ao tráfico precisa ser aperfeiçoada. O Walter Maierovitch, por exemplo, aponta caminhos para o combate através do sistema financeiro, que seria mais eficiente para combater o financiamento dos grupos organizados e/ou rastreá-los.
Precisa também ficar claro que essa é uma mudança para melhorar a situação, e não é solução mágica. Tem gente que ouve as propostas e fala que não é solução porque isso não vai acabar com o crime organizado ou com os traficantes. Ora, NADA vai acabar com a corrupção, nem com o crime organizado, nem com o tráfico. Temos tráfico até de produtos legais como o cigarro. Mas com certeza, essa é uma proposta para melhorar a situação atual.
Bom, essas são minhas colocações, boa sorte e conte conosco para o que der e vier.
Eu como diversos conhecidos e familiares meus também consideram que a legalização seria muito importante para redução da violencia e tolerância social.