Boletim Informativo
O Parlamentar
Nosso Estado
Fotos-
Links
Últimos comentários
- Ana Quaiato em PT escolhe novo líder na terça; Paulo Teixeira destaca trabalho da Bancada
- Alex em Pinheirinho: Alckmim só se “preocupou” com o social após despejo de moradores
- Waldemar Simões Juni em Nota em repúdio ao artigo de Aloysio Nunes
- ANDRE ALMEIDA em Nota em repúdio ao artigo de Aloysio Nunes
- Alex em Os Filhos do Pinheirinho
Nuvem de tags
Educação Câmara dos Deputados legislativo zona leste Redução de Danos Eleições 2010 pt Descriminalização das Drogas Direitos Humanos clipping reforma política Habitação governo dilma PT Dilma Rousseff Governo Lula Cidadania Lula Saúde Código Florestal Meio Ambiente enchentes Internet economia paulo teixeira São Paulo Dilma debate Campanha 2010 drogasArquivo



















Carlos Minc: Ecologia e economia
Confira artigo de Carlos Minc, ex-ministro do Meio Ambiente, publicado pela Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (6/9):
Ecologia e Economia
Vê-se a gestão ambiental do governo Lula avançou substancialmente em relação ao período do governo de Fernando Henrique Cardoso.
Quando Marina Silva deixou o Ministério do Meio Ambiente, fixou-se que a razão foi o conflito relativo às licenças ambientais e com a ministra Dilma Rousseff. No ministério, travei batalhas com ministros, governadores e parlamentares sobre a expansão da cana no Pantanal, as metas de emissões de CO2, o Código Florestal e estradas na Amazônia. Em nove de dez disputas, a ministra Dilma apoiou posições do ministério.
A gestão Marina foi exitosa com as reservas extrativistas, a Lei das Florestas Públicas, a queda do desmatamento da Amazônia. Desde 2007, agravou-se seu isolamento quanto a
áreas de energia e economia, com tensão insustentável.
Rompemos o isolamento, agilizamos licenças com rigor e intensificamos o combate à impunidade ambiental. Obtivemos queda recorde do desmatamento da Amazônia, que, depois de cair três anos, subiu no último ano de Marina.
O Brasil foi o primeiro país em desenvolvimento a ter plano, fundo e metas de mudanças climáticas, o que, aliado ao menor desmatamento histórico, fez o presidente Lula ser aclamado em Copenhague.
A SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) queixava-se da demora de até dois anos para obter licença de pesquisa em unidades de conservação (UCs). Mudamos procedimentos e a espera caiu para um mês. O Destrava Ibama reduziu à metade o prazo das licenças. Criamos o licenciamento integrado por bacia hidrográfica,
começando pela bacia do Araguaia/Tocantins. Indicamos hidroelétricas licenciáveis, que geravam muita energia, alagando pouca área, vetamos várias no rio Araguaia e aprovamos hidrovias que baratearam o transporte de grãos.
Na disputa com o Ministério da Agricultura e governadores sobre o zoneamento agroecológico da cana, Dilma apoiou a posição do Ministério do Meio Ambiente, que prevaleceu. Impedimos a expansão de cana na Amazônia, no Pantanal e em áreas de produção de alimentos, eliminando queimadas. O boicote internacional fecharia mercados ao etanol brasileiro. Confrontamos posição contrária do Itamaraty e do Ministério de Minas e Energia à adoção de metas de emissão de CO2.
Dilma adotou a posição do meio ambiente, vitoriosa, de reduzir emissões no desmatamento, com o aço verde, o plantio direto, a recuperação de áreas degradadas e a
retomada de hidroelétricas. Dilma aprovou a inclusão de tetos solares para aquecimento da água no Minha Casa, Minha Vida, com redução de emissões e economia na conta de luz. Dilma e Mantega aprovaram a isenção do IPI para os equipamentos eólicos, proposta pelo ministério, possibilitando leilão de 1.700 MW, o dobro da capacidade eólica instalada.
Vê-se que a gestão ambiental do governo Lula (Marina e Minc) avançou substancialmente em relação ao período FHC. Há conflitos crônicos entre executores e licenciadores de obras em todos os países. Na licença da rodovia BR-319, que liga Porto Velho a Manaus, não abrandamos a exigência prévia de implantação de 28 UCs. O maniqueísmo não pode prevalecer na relação da ecologia com a economia. A sustentabilidade deve ser incorporada ao centro da tomada de decisões.
Carlos Minc, 59, doutor em economia do desenvolvimento pela Universidade de Paris 1, é candidato à reeleição para deputado estadual pelo PT/RJ. Foi ministro do Meio Ambiente (governo Lula)