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	<title>Paulo Teixeira &#187; Clippling</title>
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	<description>Deputado Federal</description>
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		<title>Comerciantes ameaçam parar contra projeto Nova Luz, em SP</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 22:34:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[nova luz]]></category>
		<category><![CDATA[o estado de s.paulo]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Representantes dos comerciantes da região da Santa Ifigênia, no centro de São Paulo, realizaram na tarde desta quinta-feira uma coletiva com a imprensa para criticar a forma como estão sendo conduzidas as discussões sobre o projeto Nova Luz e endurecer o tom contra a prefeitura.</em></p>
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<p>&#8220;A qualquer hora, nós vamos bloquear tudo&#8221;, disse Joseph Hanna Fares Riachi, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas da Santa Ifigênia. &#8220;Nós temos 50 mil trabalhadores na região, que são 50 mil soldados que vão defender a região com unhas e dentes. Eu queria que a prefeitura soubesse disso.&#8221;</p>
<p>O projeto da prefeitura prevê a desapropriação e a transformação, pela iniciativa privada, de 45 quadras na área central de São Paulo, que incluem parte das lojas da Santa Ifigênia. As empresas que investirem nas obras poderão lucrar com a venda posterior dos imóveis.</p>
<p><strong>SEM VOZ</strong></p>
<p>Os comerciantes da Santa Ifigênia disseram que a aprovação do Plano Urbanístico para essa região no Conselho Gestor das Zeis (Zonas Especiais de Interesse Social) &#8211;necessária para que a prefeitura possa abrir o edital do Nova Luz&#8211; ocorreu no último dia 4 sem acordo com os representantes da sociedade civil.</p>
<p>O Conselho Gestor das Zeis é formado por oito membros da prefeitura e oito membros da sociedade civil (moradores, comerciantes e integrantes de movimentos sociais). Para a prefeitura, esse órgão garante a democracia.</p>
<p>Porém, para o conselheiro Assad Nader, representante de comerciantes, não existe voz real para os membros da sociedade civil. &#8220;Quando há empate, o voto de minerva é da prefeitura&#8221;.</p>
<p>Nader afirmou também que há &#8220;irregularidades&#8221; nos procedimentos do Conselho Gestor. Segundo ele, representantes da prefeitura faltam a mais reuniões do que o permitido e, mesmo assim, aparecem para votar.</p>
<p>Ele diz ainda que a prefeitura faz uma &#8220;manobra&#8221;, pois o órgão é responsável por debater os projetos para apenas 11 quadras da Santa Ifigênia &#8211;e o Nova Luz abrange a área de 45 quadras.</p>
<p><strong>PROIBIÇÃO</strong></p>
<p>Os comerciantes reunidos hoje afirmaram que a prefeitura os proibiu de filmar a votação do Plano Urbanístico no Conselho Gestor, no último dia 4. Segundo eles, as outras reuniões costumavam ser filmadas sem impedimentos.</p>
<p>&#8220;Estamos sendo massacrados. Nada é respondido. Esse projeto não é bem esclarecido&#8221;, disse Nader sobre a participação do grupo no conselho.</p>
<p>Entre outras coisas, moradores e comerciantes disseram que, antes de aprovar o Plano Urbanístico, queriam ter garantias da prefeitura de que os atuais moradores da área poderão continuar nela após as intervenções. Segundo eles, essa garantia não foi dada.</p>
<p><strong>OUTRO LADO</strong></p>
<p>A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, responsável pelo Nova Luz, afirmou que &#8220;não procede a informação de que os questionamentos da sociedade civil não foram respondidos&#8221;.</p>
<p>&#8220;As indagações são recorrentes e esclarecidas durante as reuniões do Conselho Gestor (já foram realizadas 25 no total, desde agosto de 2011)&#8221;, disse. &#8220;Várias das reuniões, inclusive, foram exclusivamente destinadas para responder a esses questionamentos. Temas como cadastro de moradores e comerciantes, faseamento, uso proposto para as quadras, equipamentos sociais e públicos foram debatidos inúmeras vezes.&#8221;</p>
<p>A secretaria disse ainda que &#8220;os atuais conselheiros da prefeitura não atingiram o limite de faltas&#8221; permitido e que &#8220;foi sugerido&#8221; que filmagens fossem feitas apenas no início e no fim da reunião do Conselho Gestor, uma vez que a própria prefeitura filmou o encontro inteiro.</p>
<p>&#8220;Todo o conteúdo está disponível, desde que requerido por meio de ofício à prefeitura&#8221;, informou.</p>
<p>&#8220;A concessão [da área] está agora na etapa de aprovação do licenciamento ambiental junto ao Cades [Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável]. Em seguida, será lançado o edital que irá definir, por meio de processo licitatório, o futuro concessionário para a área&#8221;, disse.</p>
<p>(Do Estadão)</p>
</div>
</div>
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		<title>Os deputados preferidos dos tradutores de Libras da TV Câmara</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Apr 2012 20:32:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Clippling]]></category>
		<category><![CDATA[LIBRAS]]></category>
		<category><![CDATA[linguagem dos sinais]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Piauí]]></category>
		<category><![CDATA[tradutores]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Aguayo disse saber reconhecer os deputados pela voz. Os discursos que prefere traduzir são os de ACM Neto, do DEM da Bahia, e Paulo Teixeira, do PT paulista. “São dois grandes oradores.”</em></p>
<h3></h3>
<h3>Linguiça com mímica</h3>
<p><em>Os deputados preferidos dos tradutores de Libras da TV Câmara</em></p>
<p>Alexis Pier Aguayo levou a mão ao queixo com o polegar e o mindinho abertos. Balançou a cabeça em sinal negativo e passou o indicador no pescoço, como se o cortasse. Bateu as costas da palma da mão direita sobre a esquerda, contou até cinco com os dedos, fez um círculo em torno da bochecha com o indicador, levou dois dedos arqueados à boca e depois para a frente. Em seguida, pôs-se a esperar, com as duas mãos fechadas, coladas uma à outra, pronto para voltar à ação.</p>
<p>Num pequeno estúdio de tevê em cima do plenário da Câmara, Aguayo estava se desculpando pela confusão que acontecia à sua frente. Na tribuna, dois deputados maranhenses – o petista Domingos Dutra e Francisco Escórcio, do PMDB – travavam um bate-boca a respeito do senador José Sarney. Com gestos diligentes, Aguayo explicou aos telespectadores surdos que, por conta do quebra-pau, não seria possível prosseguir a tradução. Só retomou o trabalhoquando Escórcio, aos berros, foi retirado pela segurança da Câmara depois de tentar agredir o colega.</p>
<p>A cena se repete a cada vez que uma discussão acalorada toma conta do plenário. Aguayo se diverte com a pancadaria verbal dos parlamentares e não se furta de traduzir palavrões e ofensas que, em geral, são retirados das notas taquigráficas feitas para registro das sessões.</p>
<p>Brasiliense de 28 anos e 1,94 metro de altura, Aguayo faz parte da equipe de tradutores da língua brasileira de sinais – ou Libras – a serviço do Congresso. Muitos aprenderam a se comunicar com gestos para conversar com parentes e amigos surdos – no caso de Aguayo, o irmão mais velho. Em dois turnos, eles se revezam para levar aos deficientes auditivos de todo o país os debates do plenário transmitidos pela TV Câmara, além de traduzir <em>in loco </em>eventos da Casa e sessões das comissões. Os que trabalham cinco dias por semana recebem 3 500 reais.</p>
<p>Aguayo disse saber reconhecer os deputados pela voz. Os discursos que prefere traduzir são os de ACM Neto, do DEM da Bahia, e Paulo Teixeira, do PT paulista. “São dois grandes oradores.” Já o deputado que mais dá trabalho à equipe da TV Câmara é Paes Landim, do PTB do Piauí. “Sua voz é grave e arrastada e ele tem algum problema respiratório, é difícil entender. Até a taquigrafia tem dificuldade.”</p>
<p>Há um ano e quatro meses na função, o tradutor tem-se mostrado um talentoso crítico da retórica parlamentar. “O deputado Alceu Moreira [<em>do PMDB gaúcho</em>] deveria fazer discursos para motivar a tropa antes de ir para a guerra”, afirmou. “Já o deputado Silvio Costa [<em>do PTB de Pernambuco</em>] tem uma veia cômica que me atrai. Quando a sessão vai até muito tarde, ele diz que é uma afronta ao Estatuto do Idoso.”</p>
<p>Aguayo se aflige com a redundância que acomete oito em dez deputados. “Eles dizem a mesma coisa durante dez minutos só para usar todo o tempo de discurso”, explicou. “É quase uma questão de honra.” Para infortúnio dos tradutores, encher linguiça com gestos é bem mais difícil. “A língua de sinais tem uma estrutura de pensamento diferente”, disse. “Não é como no português, em que você pode inverter a ordem das palavras e fazer uma frase nova.”</p>
<p>Numa quinta-feira de março, Alexis Aguayo estava cansado. Na véspera, ajudara a traduzir um seminário da Câmara sobre o Dia Mundial das Doenças Raras. Teve que se virar para designar sintomas, prognósticos e terapias para males como porfiria, neurofibromatose e esclerose lateral amiotrófica. Foram três horas de tradução ininterruptas – e inúteis. “Não havia um único surdo na plateia”, disse, resignado. Aguayo está habituado a sinalizar para o vazio. “Por causa da Lei da Acessibilidade é obrigatória a presença de tradutores de Libras.”</p>
<p>Três profissionais se revezavam em sessões de vinte minutos. Aguayo substituiu Luciana Marques no momento em que o deputado Sebastião Bala Rocha, do PDT, louvava os avanços do Amapá na defesa dos direitos da mulher.</p>
<p>Em plena tradução, notou pelo monitor que sua cabeça estava cortada. Ao mesmo tempo que ouvia o discurso de Rocha e o transformava em sinais, pôs-se a orientar o operador de câmera para corrigir o enquadramento, num malabarismo espantoso. “Só não dá para manter a conversa paralela por muito tempo, aí compromete a qualidade da tradução”, explicou.</p>
<p>Como o áudio da sala não é captado, Aguayo às vezes comenta inadvertidamente a fala que está traduzindo. Num discurso recente, o deputado petista Décio Lima exaltou o desenvolvimento do país. “O Brasil inveja muitas nações no mundo, mas cresce respeitando a natureza, e não a destruindo, como outras nações fizeram.” Na cabine, o tradutor não pôde evitar: “Ah, tá bom!”</p>
<p>Seu semblante se transforma a cada vez que um novo orador toma a palavra. “Escuto a voz e meu rosto já começa a ficar igual ao do deputado”, constatou. “É automático.” Aguayo critica os colegas mais protocolares que não incorporam o personagem traduzido. Para ele, o bom profissional tem de passar o tom, o espírito e a emoção da mensagem. “A expressão facial e a corporal fazem parte da tradução”, ensinou. “Não posso traduzir sorrindo alguém que chora porque o cachorro foi atropelado.”</p>
<p>A tradução é feita numa sala gélida com paredes azuis. As portas de vidro fino deixam entrar todo tipo de ruído externo e a cortina vermelha, sempre aberta, faz dos tradutores uma atração para quem visita o Congresso. Crianças colam a cara no vidro caprichando nas caretas e adultos se detêm ali para contemplar a gesticulação frenética. Simpático, Aguayo tenta esboçar um sorriso sempre que pode. “Só tenho medo de que um dia joguem amendoim para ver se a gente come.”</p>
<p>(Da Revista Piauí, por Clara Becker)</p>
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		<title>Pinheirinho terá dossiê de juristas para cortes internacionais</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Mar 2012 20:16:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rede Brasil Atual]]></category>
		<category><![CDATA[pinheirinho]]></category>
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		<description><![CDATA[Petição de apoio às apurações sobre violência e arbitrariedades cometidas durante desocupação já tem mais de 8,6 mil assinaturas São Paulo – Juristas de renome preparam ...<p class="readmore"><a class="readmore" href="http://pauloteixeira13.com.br/2012/03/pinheirinho-tera-dossie-de-juristas-para-cortes-internacionais/">leia mais &#8594;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Petição de apoio às apurações sobre violência e arbitrariedades cometidas durante desocupação já tem mais de 8,6 mil assinaturas</em></p>
<p>São Paulo – Juristas de renome preparam um dossiê sobre a desocupação violenta do Pinheirinho, em São José dos Campos, ocorrida em 22 de janeiro. Os documentos serão encaminhados à Corte Interamericana de Direitos Humanos e ao Tribunal Penal Internacional. Logo após o episódio, que retirou mais de 6 mil pessoas de suas moradias, eles redigiram um manifesto que denuncia as arbitrariedades cometidas pelo governo do estado de São Paulo e por autoridades do Judiciário.</p>
<p><a name="more"></a>p&gt;A petição, disponível na internet, já conta com mais de 8,6 mil assinaturas. O professor de Direito da Universidade de São Paulo (USP) Fábio Konder Comparato encabeça a lista. Para o jurista Márcio Sotelo Felippe, a elaboração desse dossiê é um procedimento técnico, complexo e requer rigor no preparo da documentação.</p>
<p>Ele espera que as Cortes Internacionais apurem e imponham sanções aos responsáveis pelos crimes cometidos no Pinheirinho.</p>
<p>Para assinar a petição, <a href="http://www.peticoesonline.com/peticao/manifesto-pela-denuncia-do-caso-pinheirinho-a-comissao-interamericana-de-direitos-humanos/353/a9e7416ed86a1da3443c96e98ab5a9a6-%22%20target=%22_blank" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
<p>(Da Rede Brasil Atual)</p>
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		<title>Revolta! “Queremos moradia definitiva”</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 17:08:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Clippling]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades]]></category>
		<category><![CDATA[Habitação]]></category>
		<category><![CDATA[moinho]]></category>
		<category><![CDATA[Moradia Digna]]></category>
		<category><![CDATA[O Trecheiro]]></category>
		<category><![CDATA[pinheirinho]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Violência na USP, repressão no bairro da Luz, des­caso da prefeitura com a Comunidade do Moinho, massacre no Pinheirinho, dispersão de manifestan­tes com bombas de efeito moral na Praça da Sé, dedo em riste com manifestante no MAC e expulsão em outras áreas&#8230; são essas algumas das formas de como os governos municipal e estadual de São Paulo tratam os pobres e aqueles que defendem os direitos humanos.</em></p>
<p>A Comunidade do Moinho, localizada embaixo do Viadu­to Orlando Murgel, em Cam­pos Elíseos, sofreu um exten­so incêndio, no último 22 de dezembro, que atingiu segun­do cadastro da Prefeitura 368 famílias, que perderam tudo, moradia, pertences, documen­tos. Tiveram tempo apenas de se salvarem.</p>
<p>As famílias estão ainda alo­jadas nas ruas próximas ao viaduto e nos espaços da Es­cola de Samba Leandro de Ita­quera e do Centro Educacio­nal e Esportivo Raul Tabajara localizados nas imediações. Elas ressentem-se até hoje da falta de comida, água, banhei­ros químicos.</p>
<p>Além de moradia e infraes­trutura bastante precárias – o terreno é cortado diariamente por trens de dois ramais da Rede Ferroviária Federal que promovem risco e barulho –, a situação das famílias que não perderam suas casas também é de extrema insegurança, des­crédito e revolta.</p>
<p>Segundo Alessandra Moja, presidente da Associação dos Moradores do Moinho, vivem no local 900 famílias compostas de trabalhadores do comércio informal, de serviços, incluindo os do­mésticos e catadores de ma­teriais recicláveis que foram se agregando nesse espaço com a perspectiva de luta pela moradia, de geração de renda pela reciclagem e de atenção ao meio ambiente.</p>
<p>Para Roberta Soares, “a Prefeitura, esse prefeito, es­tão enrolando nós, eles não querem dar moradia pra gente apenas uma merreca de bolsa aluguel. Hoje ele é prefeito, mas na próxima eleição vão depender de nós”!</p>
<p>Segundo A.M., que pe­diu para não ser identificada: “Nossa vida acabou. Estamos numa miséria só, um banhei­ro só para muitas famílias, a comida é doada. Somos gente, não bicho! Queremos moradia definitiva!, comentou revolta­da sobre a situação de todos na comunidade.</p>
<p>Há depoimentos de que fo­ram duas mortes. Segundo padre Júlio Lancellotti, foi aberto processo no Ministério Público a pedido dele ao pro­motor Maurício Ribeiro para solicitar informações do local de sepultamento dessas duas vítimas e ao Corpo de Bom­beiros pedir esclarecimen­tos sobre outras mortes, bem como nomes e local onde fo­ram sepultadas.</p>
<p>Ainda não foi averiguado o que motivou o incêndio. Para Benedito Roberto Barbosa (Dito), advogado do Centro Gaspar Garcia dos Direitos Humanos, os verdadeiros res­ponsáveis pelo incêndio são “a falta de respeito do poder público com as famílias do Moinho, o descaso, a miséria e a falta de políticas públicas. Está presente o grande interes­se imobiliário no Moinho, na expulsão dos dependentes de drogas na Luz, como no Pi­nheirinho”, concluiu Dito.</p>
<p>A Associação do Moinho conta com vários parceiros como o Escritório Modelo (PUC-SP), que oferece as­sessoria jurídica, bem como a Aliança da Misericórdia, a pastoral e movimentos de moradia da região central. A Associação tem realizado assembleias com os mora­dores. Concomitantemente, foram feitas audiências com órgãos municipais, parceiros e Associação.</p>
<p>Para Paulo Teixeira (PT-SP), deputado federal que parti­cipou das audiências, “várias reuniões com o então secre­tário da Habitação do Estado no governo Serra foram fei­tas e nenhuma providência foi tomada. Precisou pegar fogo, atingir as casas das pessoas, para que as autori­dades municipais e estaduais tomassem providências. Va­mos manter a chama da luta acesa até que o último mora­dor da favela tenha uma casa digna garantida”.</p>
<p>No dia 13 de janeiro, foi co­municado aos moradores em assembleia de que a Prefeitu­ra propunha R$ 450,00 men­sais às famílias que tiveram suas casas incendiadas até o término de um empreendi­mento próximo à Ponte dos Remédios previsto para mais ou menos 10 meses. Ainda está previsto a construção de moradia definitiva na Rua do Bosque para atendimento de toda a comunidade num só local. As famílias que não sofreram o incêndio perma­neceriam em suas casas até a formulação de nova proposta.</p>
<p>No entanto, com a audiên­cia na Prefeitura no dia 18 de janeiro, com Inês Magalhães da Secretária Nacional de Ha­bitação, o governo federal co­municou que a verba que des­tinará à construção na Ponte dos Remédios é do programa Minha Casa, Minha Vida e o empreendimento é, portan­to, para habitação definitiva. Dessa forma a Prefeitura não poderia ter proposto esta alter­nativa como provisória.</p>
<p>Até hoje, 40 dias após o in­cêndio, nada foi efetivamente acertado com os moradores, as propostas estão em negocia­ção e o clima entre os morado­res é de total descrédito, des­confiança e revolta em relação à Prefeitura.</p>
<p>(D&#8217;O Trecheiro)</p>
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		<title>Urinando sobre as nossas cabeças</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 15:56:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A sensibilidade contemporânea foi em grande parte anestesiada pela naturalização midiática da violência social e política. Imagens e relatos burocratizados descarnam corpos e estatísticas de sua ...<p class="readmore"><a class="readmore" href="http://pauloteixeira13.com.br/2012/01/urinando-sobre-as-nossas-cabecas/">leia mais &#8594;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pauloteixeira13.com.br/2012/01/urinando-sobre-as-nossas-cabecas/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p>A sensibilidade contemporânea foi em grande parte anestesiada pela naturalização midiática da violência social e política. Imagens e relatos burocratizados descarnam corpos e estatísticas de sua história e humanidade. Intencional ou não, o mecanismo dissolve a fronteira que separa a vítima do algoz. Mesmo o sangue, assim derramado, não deixa espaço para suas causas seminais. Às vezes um ruído cênico sacode a monotonia.<br />
Risos sobre cadáveres, por exemplo. Soldados urinando sobre corpos sem vida. Vozes celebrando a &#8216;chuva dourada&#8217; em corpos cinzas. Foi o que fez um vídeo postado no YouTube, nesta 4ª feira, em que mariners brancos, jovens, alegres aliviam suas bexigas e a humanidade que lhes resta sobre talibãs mortos a seus pés (<a href="http://www.liveleak.com/" target="_blank">http://www.liveleak.com</a>). Um carrinho de pedreiro ao lado dos corpos, despejados com alguma simetria, e a sincronia real ou simulada das bexigas, sugere que a exibição teve o dedo de um cenógrafo cuidadoso.</p>
<p>O virtuosismo amador ganhará seu minuto de glória para sucumbir em seguida no fluxo que já tragou outras cenas de horror. As fotografia vazadas de Abu Ghraib em 2004 e 2006, por exemplo; as fotos reveladas pela Der Spiegel, em março de 2011, em que soldados igualmente jovens, posam sorridentes segurando cabeças de afegães abatidos como se fossem troféus de caça; ou ainda a esquecida humilhação de prisioneiros em uniforme cenoura, encapuzadas e enjaulados de joelhos na base militar dos EUA, em Guantánamo, sem direito a julgamento, sem comprovação de crime, sem prazo para sair do limbo jurídico.</p>
<p>O buraco negro da monotonia ensandecida poderia ser sacudido se o conformismo midiático desse à perversão a sua contrapartida racional. Humanos são feitos de razão e circunstâncias. As circunstâncias desse desfrute de impunidade tem sua origem institucional no arbítrio de um poder que reafirma sistematicamente seu direito imperial de decretar o estado de exceção a um planeta reduzido à condição de fronteira estendida de seus interesses. Foi o que reiterou o simpático Barack Obama na nebulosa dispersão do último dia de 2011.</p>
<p>Horas antes de embarcar de férias ao seu Havaí natal, o democrata eleito com a promessa de fechar Guantánamo, revalidou o Ato de Autorização de Defesa Nacional. Na essência, o mesmo sancionado por Bush, há dez anos, que &#8216;legaliza&#8217; a existência do campo de concentração e proíbe o ingresso de seus prisioneiros ao território americano, impedindo-os de desfrutar do direito a habeas corpus, do veto a prisão sem evidencia formal de crime e outros marcos de legalidade que distinguem uma democracia de um estado de exceção.</p>
<p>Dias depois, em cinco de janeiro, o mesmo Obama anunciaria cortes no orçamento da defesa compensados, como advertiu, pela ênfase em operações secretas. Leia-se: atos de sabotagem, guerra cibernética e ataques fulminantes a alvos específicos. A julgar pelos assassinatos em série que já mataram quatro cientistas ligados ao programa nuclear iraniano, vetado pelo Império, a nova doutrina tem eficácia comprovada.</p>
<p>O alívio aterrador de bexigas militares sobre cadáveres talibãs ampara-se em precedente institucional à altura: o jorro contínuo de cinismo institucional despejado pela grande bexiga do norte nas nossas cabeças.</p>
<p>(De Carta Maior, por Saul Leblon)</p>
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		<title>Paulo Teixeira vê insensibilidade social de Kassab em ação na Luz</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 18:48:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rede Brasil Atual]]></category>
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		<description><![CDATA[Paulo Teixeira, líder do PT na Câmara, lamenta política de habitação do prefeito paulistano São Paulo – O deputado federal PauloTeixeira (SP), líder do PT na Câmara, lamenta a ação ...<p class="readmore"><a class="readmore" href="http://pauloteixeira13.com.br/2012/01/deputado-ve-insensibilidade-social-de-kassab-em-acao-na-luz-em-sao-paulo/">leia mais &#8594;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Paulo Teixeira, líder do PT na Câmara, lamenta política de habitação do prefeito paulistano</em></p>
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<p>São Paulo – O deputado federal PauloTeixeira (SP), líder do PT na Câmara, lamenta a ação conjunta da Prefeitura de São Paulo e do governo estadual contra usuários de drogas na região da Luz, centro de São Paulo, também chamada de cracolândia.</p>
<p>“Essa cena dantesca de tratar usuário de droga com polícia, sem ter feito durante esses oito anos a reabilitação deles, sem ter criado centros de convivência, de reabilitação, de atenção”, lamenta o parlamentar em conversa com a Rede Brasil Atual sobre a política de habitação de Kassab. “Foi uma visão elitista aqui na região central, que poderia ter sido respeitosa com os mais pobres e não foi.”</p>
<p>Desde o último dia 3 a Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana realizam uma ação repressiva na chamada cracolândia. Até aqui, quatro pessoas foram presas em 860 abordagens policiais, muitas delas registradas em imagens de violência. De 73 ditas abordagens sociais, quatro resultaram em encaminhamentos para hospitais. A falta de uma intervenção social é fruto de críticas, inclusive de veículos de comunicação alinhados ao governo do estado ou à prefeitura, que têm visto a operação na Luz simplesmente como uma tentativa de empurrar o problema para longe da área que a administração de Kassab deseja rebatizar de Nova Luz, com mudanças urbanas nos quarteirões do antigo centro.</p>
<p>“O que está acontecendo na Luz é uma série de equívocos. Entraram em um processo de gentrificação, de favorecer o mercado imobiliário em detrimento de organizar um serviço de atendimento aos usuários de droga, aos profissionais do sexo”, critica Teixeira, que vê “baixa sensibilidade social” nos projetos de Kassab para o centro da cidade.</p>
<p>Em entrevista coletiva na última quinta-feira (5), os envolvidos na operação batizada por Centro Legal defenderam a intervenção, garantindo que ela será seguida por uma fase de atuação social e de saúde. A secretária municipal de Assistência Social e vice-prefeita, Alda Marco Antonio, estima que dentro de 30 dias serão abertos na região centros de atendimento e internação de usuários de droga. De acordo com a Polícia Militar, o momento é de “quebrar” o tráfico na região.</p>
<p>(Da Rede Brasil Atual, por João Peres)</p>
</div>
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		<title>Paulo Teixeira faz balanço do ano legislativo</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 20:41:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
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		<category><![CDATA[governo]]></category>
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		<description><![CDATA[Em entrevista a Luiz Fara Monteiro, nesta semana, Paulo Teixeira fez um balanço do ano legislativo para o Brasília ao Vivo. (do R7)<p class="readmore"><a class="readmore" href="http://pauloteixeira13.com.br/2011/12/paulo-teixeira-faz-balanco-do-ano-legislativo/">leia mais &#8594;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://pauloteixeira13.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Brasília-Ao-Vivo.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-20319" title="Brasília Ao Vivo" src="http://pauloteixeira13.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Brasília-Ao-Vivo.jpg" alt="" width="481" height="321" /></a>Em entrevista a Luiz Fara Monteiro, nesta semana, Paulo Teixeira fez um balanço do ano legislativo para o Brasília ao Vivo.</p>
<p><a href="http://pauloteixeira13.com.br/2011/12/paulo-teixeira-faz-balanco-do-ano-legislativo/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p>(do R7)</p>
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		<title>Chevron: elas atacam de novo</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 20:37:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>catia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carta Maior]]></category>
		<category><![CDATA[carta maior]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>

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		<description><![CDATA[A Petrobrás nunca deixaria de investir em segurança para poder maximizar seu lucro, pois a acumulação capitalista não é seu objetivo. Mas, mesmo em uma situação ...<p class="readmore"><a class="readmore" href="http://pauloteixeira13.com.br/2011/11/chevron-elas-atacam-de-novo/">leia mais &#8594;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Petrobrás nunca deixaria de investir em segurança para poder maximizar seu lucro, pois a acumulação capitalista não é seu objetivo. Mas, mesmo em uma situação hipotética, esta estatal não iria negar que o petróleo era seu, não esconderia a vazão do derramamento e não mentiria acerca do número de embarcações que estavam fazendo a limpeza da área.</p>
<p>Paulo Metri</p>
<p>Nesses dias, notícias importantes têm sido escondidas na mídia impressa. Grandes jornais comerciais brasileiros colocaram na chamada principal a eventual mudança do rendimento do FGTS e outras pouco relevantes, enquanto o desastre ambiental estava em uma página interna com pequena chamada na primeira página. Concluo que estão subtraindo conhecimento do público, porque uma petroleira ser incompetente, além de gananciosa a ponto de buscar enganar nossa sociedade e os órgãos de fiscalização, manipulando informações, é um assunto de extrema relevância.</p>
<p>É estranho que os meios de comunicação, incluindo televisões, tenham tamanho menosprezo, de uma forma geral, pela informação correta a ser dada à sociedade brasileira. Por outro lado, tenho dúvida sobre qual teria sido o comportamento desta mídia se a Petrobrás fosse a responsável pelo desastre. Claramente, neste caso mais que em qualquer outro, a lógica do capital prejudica enormemente a sociedade, dona de todas as riquezas existentes em nosso território.</p>
<p>Como o administrador de uma empresa privada será sempre julgado pela sua capacidade de gerar lucros, e não pela sua capacidade de desenvolver campos de petróleo seguros, a exploração econômica destas jazidas por entes privados pode ser sempre considerada como um desastre ecológico em potencial. Neste mundo de egoísmo, segurança é vista sinistramente como prejudicial à saúde financeira do empreendimento.</p>
<p>Os crédulos em papai Noel irão dizer que a culpa é da ANP, que deveria fiscalizar a segurança das operações, esquecendo-se que ela foi o órgão que assinou contratos de concessão com estas petroleiras, exigindo delas que utilizassem as “melhores práticas da indústria do petróleo”. Algo mais subjetivo e impreciso não poderia existir, mas esta expressão está em mais de uma cláusula dos contratos. E, na seção de “Definições contratuais” está escrito: “‘Melhores Práticas da Indústria do Petróleo’ significa as práticas e procedimentos geralmente empregados na indústria de petróleo em todo o mundo, por operadores prudentes e diligentes, sob condições e circunstâncias semelhantes àquelas experimentadas relativamente a aspecto ou aspectos relevantes das operações, visando principalmente a garantia de: &#8230;”.</p>
<p>O máximo que se pode depreender desta definição é que ela irá gerar uma enorme controvérsia entre os advogados das partes. Esta é a ANP que deveria proteger a sociedade brasileira.</p>
<p>Recentemente, estava em um jornal, com letras grandes: “ANP proíbe a Chevron de perfurar em solo nacional”. Embaixo, com letras bem menores, estava: “Suspensão foi determinada até que sejam identificados as causas e os responsáveis pelo vazamento na Bacia de Campos”. Ou seja, a ANP deu uma resposta para a sociedade de aparente compromisso para com ela, mas, ao mesmo tem po, preparou o caminho para o perdão da Chevron. É incomum o fato de que o executivo da empresa delinqüente tenha pedido desculpas, depois de todos os erros. Será que ele não entende que houve quebra de confiança? Neste caso, desculpas não resolvem.</p>
<p>Além do dano ecológico, que dispensaria a apresentação de qualquer outro aspecto, é lembrado que o petróleo é um recurso natural extremamente valioso, cuja perda acarreta enorme prejuízo para a sociedade, sua proprietária. Portanto, a exploração e produção deste mineral só podem ser entregues para agentes de confiança da sociedade, que lhe retorne o lucro excepcional, quando solicitado.</p>
<p>Aos sonhadores que pensam que o Fundo Social irá abaixar este lucro excessivo para uma categoria de lucro normal, lembro que não se pode exigir de um escorpião que não ferre a sua presa, pois isto irá contrariar sua natureza. O petroleiro privado irá sempre querer acumular mais riqueza, pois está no seu DNA. E a lei no 12.351, recém aprovada, ainda permite a apropriação pela empresa privada de lucro que deveria ir para o Fundo Social. Só resta uma alternativa para conter a migração do lucro excepcional para cofres privados: colocar a nossa empresa estatal para explorar e produzir petróleo, pelo menos nas regiões mais rentáveis, Pré-Sal incluído.</p>
<p>Ainda mais, a Petrobrás é a empresa que mais compra equipamentos e serviços, inclusive desenvolvimentos tecnológicos, no Brasil. Recebendo a incumbência, ela é capaz de levar o país para um novo período de crescimento, com uso do poder de compra originado pelo Pré-Sal. Não seria possível, por exemplo, armar um quadro de máximo crescimento com agentes querendo importar produtos e serviços.</p>
<p>Assim, já passou da hora de se criar uma nova lei do petróleo em que toda a área do Pré-Sal ainda não leiloada seja entregue sem leilão somente à Petrobrás. Seria a recriação do monopó lio estatal do petróleo na área do Pré-Sal. A gota de água foi o acidente da Chevron, mas existem outros atrativos tão importantes quanto este da maior segurança dos empreendimentos. Inclusive, pode-se determinar a ela que entregue ao Fundo Social a maior quantidade de recursos possível.</p>
<p>Como brasileiro, orgulhosamente, afirmo que a Petrobrás nunca deixaria de investir em segurança para poder maximizar seu lucro, pois a acumulação capitalista não é seu objetivo. Busca a eficiência, pois são necessários muitos recursos para novos investimentos. Mas, mesmo em uma situação hipotética, esta estatal não iria negar que o petróleo era seu, não esconderia a vazão do derramamento e não mentiria acerca do número de embarcações que estavam fazendo a limpeza da área.</p>
<p>(Da Carta Maior)</p>
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		<title>Palanque da intolerância</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 11:20:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>catia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>

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		<description><![CDATA[Deputado Jair Bolsonaro volta a destilar preconceito às minorias em discurso no plenário e questiona a orientação sexual da presidente Dilma. Colegas e juristas pedem punição ...<p class="readmore"><a class="readmore" href="http://pauloteixeira13.com.br/2011/11/palanque-da-intolerancia/">leia mais &#8594;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Deputado Jair Bolsonaro volta a destilar preconceito às minorias em discurso no plenário e questiona a orientação sexual da presidente Dilma. Colegas e juristas pedem punição</p>
<p>Brasília – Reincidente em disparar frases preconceituosas sob medida para agradar ao eleitorado de extrema direita, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) usou ontem a tribuna da Câmara dos Deputados para questionar a orientação sexual da presidente Dilma Rousseff. Ao atacar a campanha elaborada pelo governo para combater o preconceito contra homossexuais, Bolsonaro afirmou que Dilma deveria assumir seu &#8220;amor por homossexual&#8221;. &#8220;Dilma Rousseff, pare de mentir. Se gosta de homossexual, assuma. Se o seu negócio é amor com homossexual, assuma. Mas não deixe que essa covardia entre nas escolas do primeiro grau&#8221;, disse o deputado. As declarações do parlamentar constrangeram colegas que estavam no plenário da Casa e fizeram juristas pedir a aplicação de punições pelo Conselho de Ética da Casa.</p>
<p>&#8220;O que nós ouvimos aqui, hoje, foi novamente um discurso de ódio, um discurso de preconceito, um discurso inclusive que, se eu entendi direito, faltou com o decoro parlamentar ao fazer insinuações a respeito da própria Presidente da República&#8221;, criticou o deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), que usou a tribuna em seguida. O deputado Marcon (PT-RS) pediu à mesa que retirasse a fala de Bolsonaro dos anais da Câmara. &#8220;Este parlamento, para mim, é muito maior do que as palavras que o deputado Bolsonaro usou&#8221;, disse.</p>
<p>A vice-presidente do Senado, Marta Suplicy (PT-SP), pediu que o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), tome &#8220;providências enérgicas&#8221; em relação a Bolsonaro. &#8220;Sinto muito a falta de decoro parlamentar desse deputado, que tem ofendido cidadãos comuns e agora até a presidente da República&#8221;, justificou. Marta comentou que a falta de decoro de Bolsonaro se deve não ao fato de ele insinuar que Dilma seja homossexual, mas, sim, por abordar o tema sexualidade da presidente, &#8220;quando a opção sexual é uma questão de foro íntimo&#8221;.</p>
<p>Mais tarde, o parlamentar tentou amenizar a fala negando que tivesse falado sobre as preferências sexuais da presidente. Segundo Bolsonaro, ele teria se referido ao amor de Dilma pela causa homossexual. Não é a primeira vez que o deputado escorrega nas declarações para, logo depois, recuar do que disse em público. Em março deste ano, quando questionado pela cantora Preta Gil sobre o que faria se seu filho se relacionasse com uma mulher negra, Bolsonaro destilou intolerância. &#8220;Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja&#8221;, disse.</p>
<p>A declaração valeu a abertura de um processo no Conselho de Ética da Câmara, por quebra de decoro parlamentar. Bolsonaro, contudo, se defendeu dizendo não ter entendido a pergunta da cantora. Acabou sendo absolvido por seus pares, em junho. Livre de punição, voltou à carga no mesmo dia. &#8220;Nenhum pai teria orgulho de ter um filho gay. Sou um parlamentar com P maiúsculo, não com H minúsculo de homossexual&#8221;, discursou.</p>
<p>Processo O PT anunciou que entrará com nova representação, para investigar a conduta do deputado no discurso de ontem. &#8220;Ele não pode usar a imunidade parlamentar para delinquir&#8221;, criticou o líder petista na Casa, <strong>Paulo</strong> <strong>Teixeira</strong> (SP). Para juristas e deputados, uma punição severa ao parlamentar dificilmente prosperaria por causa da imunidade parlamentar, mas há quem pressione por uma revisão dos limites impostos por essa garantia. &#8220;Ele tem direito à imunidade parlamentar garantido pela Constituição. Pode falar esse tipo de coisa, por mais absurda que seja&#8221;, disse o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA).</p>
<p>As falas de Bolsonaro ecoaram até no Supremo Tribunal Federal, onde o ministro Marco Aurélio Mello classificou a atitude como &#8220;abuso&#8221;. &#8220;O que ocorreu é um abuso de retórica inconcebível porque beira a agressão gratuita&#8221;, afirmou.</p>
<p>O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, afirmou que o comportamento de Bolsonaro extrapola a imunidade do parlamentar e que ele está sujeito a sofrer processo criminal por injúria e difamação. Na avaliação do jurista, a liberdade de manifestação conferida pela imunidade parlamentar &#8220;não alcança agressões&#8221;. &#8220;Não se trata de discriminação ou preconceito, mas é uma agressão gratuita, mal-educada e que não se compatibiliza com a dignidade que se espera de uma pessoa pública&#8221;, critica. (Colaborou Júnia Gama)</p>
<p>Opinião do EM</p>
<p>Além do aceitável</p>
<p>O deputado Tiririca fez sua campanha repetindo o bordão &#8220;pior do que está não fica&#8221;. No caso do seu colega de Parlamento Jair Bolsonaro (PP-RJ), sempre pode ser bem pior a besteira que sai de sua boca. Ontem, ela foi dita do alto da tribuna da Câmara. Bolsonaro pediu que Dilma assumisse, caso ela fosse homossexual. Achou que com o seu discurso preconceituoso estaria agredindo a presidente e os gays pelo país afora. Se cometeu quebra de decoro e se poderá perder o mandato, os seus pares vão decidir, mas deveria merecer sim alguma punição por tocar em público num assunto tão delicado e de foro íntimo como a sexualidade de uma pessoa. O fato é que o deputado carioca mais uma vez provou que não está à altura de ser um representante do povo brasileiro, um povo que sempre cultivou a tolerância.</p>
<p>(Do Estado de Minas)</p>
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		<title>Bolsonaro ataca Dilma; PT reage e pede cassação</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 11:12:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>catia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Clippling]]></category>
		<category><![CDATA[O Globo]]></category>
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		<category><![CDATA[o globo]]></category>

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		<description><![CDATA[BRASÍLIA. O líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), decidiu enviar representação ao Conselho de Ética da Câmara para pedir a cassação do mandato do deputado Jair Bolsonaro ...<p class="readmore"><a class="readmore" href="http://pauloteixeira13.com.br/2011/11/bolsonaro-ataca-dilma-pt-reage-e-pede-cassacao/">leia mais &#8594;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>BRASÍLIA. O líder do PT na Câmara, <strong>Paulo</strong> <strong>Teixeira</strong> (SP), decidiu enviar representação ao Conselho de Ética da Câmara para pedir a cassação do mandato do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). O PT acusa o parlamentar de falta de decoro por causa de declarações que ele fez ontem contra a presidente Dilma Rousseff, mais uma vez explorando o que ele chama de &#8220;kit gay&#8221;.</p>
<p>- É um caso grave e merece a análise da Casa até para a cassação do mandato. Ele é reincidente &#8211; disse <strong>Paulo</strong> <strong>Teixeira</strong>.</p>
<p>Vice-presidente do Senado, Marta Suplicy (PT-SP) pediu que o presidente Marco Maia (PT-RS) tome providências enérgicas:</p>
<p>- Até onde vai a falta de decoro parlamentar desse deputado?</p>
<p>(Do O Globo)</p>
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