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	<title>Paulo Teixeira &#187; Reuters</title>
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		<title>PT escolhe João Paulo Cunha para presidir CCJ da Câmara</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Feb 2011 13:27:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Murilo Machado</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O deputado João Paulo Cunha (PT-SP), réu no processo do mensalão que será julgado no Supremo Tribunal Federal (STF), foi indicado pelo PT nesta quarta-feira para presidir a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.</p>
<p>O acordo da bancada do PT prevê revezamento de João Paulo Cunha e Ricardo Berzoini (PT-SP) na presidência da CCJ, segundo anúncio feito pelo líder do partido na Câmara, deputado Paulo Teixeira (SP), informou o site da Câmara.</p>
<p>Pelo acordo, o deputado João Paulo Cunha vai comandar a comissão neste ano, e Berzoini (PT-SP), que disputava a vaga internamente na bancada petista, presidirá a CCJ no ano que vem.</p>
<p>Pelo critério da proporcionalidade, o PT foi o primeiro a escolher a comissão permanente que vai presidir, uma vez que conta com a maior bancada da Câmara, com 88 deputados. Tradicionalmente, a CCJ é a primeira a ser escolhida porque todos os projetos em tramitação na Câmara precisam de análise da comissão.</p>
<p>O nome do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) também foi definido pelo partido para ser o relator do Orçamento da União para o próximo ano.</p>
<p><em>(Da Reuters)</em></p>
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		<title>Novo Congresso vai enfrentar 24 MPs e projetos polêmicos</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Feb 2011 14:28:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Murilo Machado</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O Congresso Nacional terá uma pauta variada e recheada de projetos do Executivo para apreciar nos primeiros seis meses do governo Dilma Rousseff. Deverão ser debatidos nesse período desde o salário mínimo até a tão prometida reforma política.</p>
<p>O ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, disse que antes de definir qualquer estratégia sobre matérias polêmicas, a base do governo deve priorizar a votação das 24 MPs (medidas provisórias) que tramitam nas duas Casas, sendo que 11 trancam a pauta de votações nos plenários.</p>
<p>Entre as MPs que esperam por votação está a que estabelece um reajuste para o salário mínimo. O governo ainda negocia com as centrais sindicais para evitar um aumento superior ao INPC de 2010, que resulta num piso de R$ 545. Os sindicalistas pedem um mínimo de R$ 580.</p>
<p>No Congresso, já há emendas propondo valores para o salário mínimo que variam de R$ 560 até R$ 600. O governo tenta negociar para evitar que Dilma tenha que assumir o desgaste político de vetar no primeiro ano de governo um reajuste acima do proposto para a parcela dos trabalhadores e aposentados que menos ganham. A votação será o primeiro grande teste da grande base aliada da presidente.</p>
<p>Até mesmo no PT há disposição de dar um salário mínimo maior do que o proposto pelo Executivo. &#8220;O desejo da bancada do PT é de melhorar esse valor&#8221;, disse o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Teixeira (SP).</p>
<p>Já o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), mantém o discurso oficial: &#8220;Nós temos um acordo que vem dando ganhos para os trabalhadores e pra o Brasil. Mudar essa regra agora é ruim para a maioria dos trabalhadores. Eu espero convencer todos os líderes da base e convencer a base a fazer a votação com o governo&#8221;.</p>
<p><strong>PETRÓLEO</strong></p>
<p>Na próxima semana, o ministro deve reunir os líderes do governo e da base aliada para passar essa orientação sobre o salário mínimo e também definir a estratégia em relação a outros temas. Um deles é o projeto de lei que estabelece novas regras para o pagamento de royalties a Estados e municípios decorrente da exploração de petróleo na camada pré-sal.</p>
<p>No ano passado, o tema gerou uma enorme disputa federativa. A proposta enviada ao Congresso em dezembro pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não foi negociada com a base aliada e nem com os maiores interessados: os prefeitos e governadores.</p>
<p>&#8220;Precisamos ainda conversar com os governadores e com o Congresso para chegar a um acordo em torno do projeto de royalties&#8221;, disse o ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, na quarta-feira no Congresso.</p>
<p>O governo tem pressa em aprovar esse projeto porque enquanto não houver um regra clara sobre a distribuição royalties não será possível realizar os primeiros leilões das áreas do pré-sal sob o modelo de partilha.</p>
<p><strong>CÓDIGO FLORESTAL</strong></p>
<p>O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), assumiu o cargo e deixou claro que pelo menos uma matéria já tem data para ser votada: o novo Código Florestal.</p>
<p>&#8220;Vamos, durante o mês de fevereiro, discutir a matéria, propor acordos, debater à exaustão para que se possa chegar a consenso e, no início do mês de março, na primeira quinzena, vamos colocar em votação&#8221;, disse na terça-feira, logo depois de ser eleito.</p>
<p>O tema é polêmico e durante a campanha eleitoral a presidente Dilma Rousseff afirmou que do jeito como o projeto havia sido aprovado inspirava preocupações e que, se eleita, pediria que houvesse uma revisão das regras.</p>
<p>Os ambientalistas criticam o projeto, que pode levar a uma redução da área de reserva ambiental legal nas propriedades rurais. Além disso, pode reduzir a exigência de mata preservada nas margens de rios.</p>
<p><strong>MUDANÇAS TRIBUTÁRIAS</strong></p>
<p>Os deputados e senadores também devem ser encarregados de aprovar um pacote amplo de medidas de desoneração tributária, com foco no estímulo da produção e geração de emprego. Entre elas, deve constar a desoneração da folha de pagamento.</p>
<p>As medidas devem ser entregues ao Congresso logo após o Carnaval, disse um ministro que pediu para não ser identificado.</p>
<p>O Executivo deve enviar em março ao Congresso o novo Código de Mineração, segundo estimativa do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. As novas regras devem estabelecer prazos para estudo e início da produção em jazidas minerais. O novo código do setor prevê também criar uma agência reguladora para a mineração e a retomada, pelo governo, de áreas concedidas mas que permanecem sem ser exploradas. Quando isso acontecer, as áreas poderão ser objeto de leilão para que novos investidores as explorem.</p>
<p><strong>REFORMA POLÍTICA</strong></p>
<p>Promessa de vários ex-presidentes e de quase todos os políticos, mas que nunca saiu do papel, a reforma política volta a ser colocada entre as prioridades. Tanto Dilma quanto os presidentes da Câmara e do Senado garantiram que esse assunto será tratado como prioridade nos próximos seis meses.</p>
<p>&#8220;São necessárias mudanças que fortaleçam o sentido programático dos partidos brasileiros e aperfeiçoem as instituições, permitindo mais transparência ao conjunto da atividade pública&#8221;, afirmou Dilma no Congresso, na quarta-feira. Ela disse que o Executivo vai trabalhar &#8220;em conjunto&#8221; com o Parlamento para viabilizar a reforma.</p>
<p>Na terça-feira, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), já havia dito que a reforma política precisa ser discutida nesse primeiro ano de governo.</p>
<p>Maia foi na mesma linha, mas alertou que as mudanças não podem ser amplas e irrestritas, sob o risco de não ser aprovada nenhuma proposta.</p>
<p>&#8220;Se nós dissermos que vamos fazer ampla e irrestrita reforma política nós vamos chegar ali no final de 2011 e estaremos frustrados&#8221;, disse na quarta-feira em entrevista.</p>
<p>Dilma também deve enviar logo propostas legislativas para impulsionar o combate à pobreza extrema e cumprir sua promessa de erradicar a miséria. Nos primeiros meses do ano, Executivo e Legislativo têm interesse que sejam aprovadas medidas que reestruturem o sistema de prevenção de catástrofes naturais para evitar tragédias como a que devastou a região serrana do Rio de Janeiro.</p>
<p><em>(Da Folha Online/Reuters)</em></p>
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		<title>Maia vai liderar reforma política e Planalto cuidará de tributos</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Jan 2011 13:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Murilo Machado</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>BRASÍLIA (Reuters) &#8211; O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), caso seja eleito para permanecer no cargo por mais dois anos, irá liderar o processo de discussão de uma reforma política, ao mesmo tempo em que o Executivo usará o capital político da presidente Dilma Rousseff para aprovar mudanças tributárias.</p>
<p>Segundo o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (PT-SP), o projeto enviado pelo ex-ministro da Justiça Tarso Genro ao Congresso em 2008 servirá de ponto de partida para a busca de um consenso sobre as mudanças na legislação política.</p>
<p>&#8220;A reforma política tem que ser feita no Congresso. Isso tem que ser refletido e debatido pelo Legislativo&#8221;, defendeu. Teixeira revelou que Marco Maia, se eleito, criará um grupo de trabalho &#8220;logo no início da Legislatura&#8221; para construir uma proposta.</p>
<p>Na quarta-feira, a presidente revelou em conversa com representantes de jornais impressos que não pretende realizar um esforço neste tema enviando uma nova proposta de reforma política ao Congresso Nacional. À Reuters, um ministro que pediu para não ser identificado, confirmou que Dilma prefere focar suas energias em mudanças tributárias, como a desoneração da folha de pagamento.</p>
<p>Esse mesmo ministro argumentou que não há sentido para o Executivo enviar uma proposta para mudanças políticas que tratariam basicamente de temas ligados ao Legislativo.</p>
<p>Um auxiliar do vice-presidente Michel Temer, que pediu anonimato, também afirmou à Reuters que há preferência dentro do governo para que a reforma política fique como uma atribuição dos partidos da base aliada.</p>
<p>Ele lembrou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse por mais de uma vez que se envolveria na negociação desse tema. Talvez por isso, Dilma prefira não se envolver diretamente.</p>
<p><strong>DIFCULDADES </strong></p>
<p>Mas um parlamentar da base aliada que participou das discussões com o Executivo sobre a proposta de reforma política enviada em 2008 à Câmara vê dificuldades à frente se o processo for tocado dessa forma.</p>
<p>&#8220;Sem o empenho do governo a reforma não sai&#8221;, disse o deputado, sob a condição de anonimato.</p>
<p>A opinião desse parlamentar, porém, não é unanimidade. O deputado Fernando Ferro (PE), que foi líder da bancada petista até dezembro, acredita que a reforma política é, de fato, uma atribuição do Congresso.</p>
<p>Para Ferro, se a proposta partisse do Executivo, poderia &#8220;provocar sensibilidades&#8221;. &#8220;O governo pode colaborar, mas um debate mais do Congresso e da sociedade&#8221;, disse.</p>
<p><em>(Da <a href="http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE70C0N620110113?pageNumber=2&amp;virtualBrandChannel=0&amp;sp=true" target="_blank">Reuters</a>)</em></p>
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		<title>Dilma deve propor salário mínimo maior só em fevereiro</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Jan 2011 13:39:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Murilo Machado</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Decisão de reajuste feita faz parte da estratégia de negociação com a base aliada no Congresso, diz ministro</em></p>
<p>Brasília &#8211; A presidente Dilma Rousseff não deve apresentar já uma correção para a medida provisória que estipula o valor do salário mínimo, modificando o índice defasado usado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reajustar o valor de 510 reais para 540 reais.</p>
<p>A decisão de não mandar um novo reajuste já, quando poderia arredondar o valor do salário mínimo para até 550 reais, como confidenciou à Reuters um ministro sob condição de anonimato, faz parte da estratégia de negociação com a base aliada no Congresso.</p>
<p>O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), revelou que as bancadas do partido no Congresso se reunirão com o governo para debater o mínimo na última semana de janeiro e daí fecharão uma posição e uma estratégia.</p>
<p>&#8220;Até lá (o início dos trabalhos do Congresso) não devemos esperar por alterações (no valor do salário mínimo estipulado por Lula)&#8221;, afirmou Teixeira à Reuters.</p>
<p>Segundo o deputado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, se reunirá com a base aliada para apresentar os motivos do governo para evitar um reajuste maior do salário mínimo depois da eleição da mesa diretora da Câmara e do Senado. &#8220;Tenho esse indicativo do governo&#8221;, contou.</p>
<p>O líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), reconheceu que &#8220;é melhor esperar, porque se der um novo valor agora o Congresso vai dar mais&#8221;.</p>
<p>O líder do PDT, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que preside a Força Sindical, tem a mesma avaliação. &#8220;Todo valor que ela divulgar agora fica queimado&#8221;, afirmou.</p>
<p>O reajuste do mínimo é visto por investidores como um sinal importante em relação aos gastos públicos. No discurso, a equipe econômica do novo governo tem dito que os gastos serão contidos e os recursos melhor utilizados. Para o mercado, o reajuste do mínimo, que tem impacto sobre as contas da Previdência, pode ser um sinal mais concreto sobre a determinação do governo quanto ao equilíbrio fiscal.<br />
<strong><br />
ÍNDICE DEFASADO</strong></p>
<p>Em 30 de dezembro, a medida provisória assinada por Lula usava como reajuste 5,88 por cento para o salário mínimo. Contudo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2010, usado no cálculo para o aumento, ainda não estava completamente apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>
<p>O INPC fechado ficou em 6,47 por cento, o que elevaria o salário mínimo para 543 reais. Com isso, Dilma teria a possibilidade de arredondar o valor para 545 reais, ou até 550 para ganhar fôlego na negociação com as centrais sindicais.<br />
<strong><br />
PRESÃO SINDICAL</strong></p>
<p>As centrais sindicais entregaram nesta quarta-feira ao ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, um manifesto em que reclamam da falta de negociação em torno do valor do salário mínimo e pedem uma audiência com a presidente para discutir o reajuste.</p>
<p>O silêncio de Dilma é que está irritando os sindicalistas. &#8220;Ninguém consegue falar com ela. Ela pode até não querer falar conosco, mas tem que indicar alguém para negociar&#8221;, reclamou Paulinho que levou o manifesto ao ministro. &#8220;Todas as centrais apoiaram a Dilma&#8221;, argumentou.</p>
<p>O parlamentar descarta ainda qualquer negociação por 550 reais. &#8220;Nós queremos 580 reais, pode ser até menos, mas 550 reais de jeito nenhum&#8221;, disse.</p>
<p>O debate sobre o salário mínimo também ficou contaminado na semana passada pela insatisfação do PMDB com o espaço e o tratamento que vinha recebendo dentro do governo. Foram necessárias várias reuniões entre Dilma, o ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, Luiz Sérgio e o vice-presidente Michel Temer para que a relação se pacificasse.</p>
<p>Agora, o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves, suavizou o discurso. &#8220;Nós do governo temos que debater esse tema que sempre é explosivo. A equipe econômica deve ter números que mostram o impacto de um aumento maior no governo federal e nas prefeituras. Temos que conversar&#8221;, afirmou nesta quarta à Reuters. Na semana passada, em tom de ameaça, Alves dizia que o governo precisava &#8220;convencer a base aliada&#8221; do salário mínimo em 540 reais.</p>
<p>Do lado do governo, Palocci e Luiz Sérgio entraram em campo para pedir que os partidos aliados se manifestassem publicamente em favor do valor oferecido pelo governo. O PP chegou a divulgar uma nota nesta quarta informando que a bancada &#8220;votará unida o valor estipulado pelo governo&#8221;.</p>
<p><em>(Da Reuters)</em></p>
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